sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Caminho das Indias

De volta ao Blackberry. Como um autentico viciado, tive uma recaida depois de 20 dias de abstinencia no Nepal. Como eh bom estar conectado de novo.

Depois de todos os perrengues que passei, com uma previa do que me esperaria na India (caos total, pessoas tentando nos passar a perna o tempo todo, etc) e sabendo que ia ficar sozinho, resolvi me dar um pouco de luxo e contratei um pacotinho que inlcui hoteis bons e um motorista-guia que ficarah comigo durante os 4 dias que ficarei aqui. Estou pagando mais, mas eh o preco pela comodidade.

Nesse momento, estamos chegando em Jaipur e amanha partiremos pra Agra, onde fica o Taj Mahal. As estradas com pedagio sao boas, mas os motoristas... quanta barbeiragem! Muito caminhao, muita buzina, carro velho, calor e bagunca! Ainda não vi macacos encoleirados nem seres humanos defecando no meio da rua, como me alertaram, mas ja vi camelos, vacas, bezerros (acho que era isso) e muito, mas muito elefante (!!!) na estrada, alem de sujeira, eh claro.

Delhi eh muito mais desenvolvida do que Kathmandu, que mais parecia um complexo do Alemao elevado a qualidade de capital nacional, mas ainda assim nem se compara ao Brasil, apesar de estarmos juntos agrupados nos BRICs. Mas vamos deixar a economia pra depois neh...
Enviado do meu BlackBerry® da TIM

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nepali faces and places









































terça-feira, 27 de outubro de 2009

In Memoriam


R.F. 1981 - 2009

Experiencia unica

Esse post ficou meio grande, mas resume meus perrengues finais da aventura. Colocarei as fotos daqui a pouco...

De volta a Kathmandu. Salvo mas nem tao sao. Obrigado a todos os emails, SMS, facebooks e comentarios. Tirei um day off hoje (!!!) e tentarei responde-los!

Um trekking de 15 dias eh uma experiencia unica, LITERALMENTE. Na proxima vez que eu voltar ao acampamento base do Everest, se eu voltar, certamente será pelo lado tibetano, onde uma estrada te deixa bem pertinho, poupando sua saude e deixando um saldo fisico melhor do que esse: nariz em carne viva, labios rachados, 4 kgs a menos (de puro musculo e agua, dado a nossa dieta extremamente carente de proteinas - apenas alguns ovos e queijo, nada de carne ou frango), olheiras, y otras cositas mas.

Como a ida, a volta tb não foi tao tranquila como eu esperava. Se na ida, o Everest, as fotos a serem tiradas, o sentimento de superacao, etc, te levam ate la em cima, na volta a motivacao eh unica, pelo menos para nos brasileiros: o banho quente. Mas para tornar a experiencia ainda mais divertida, esse sonho soh foi concretizado aos pouquinhos: primeiro, em um quartinho do lado de fora do abrigo, onde o chuveiro joga uma agua fraquinha para todos os lados, abastecido por um balde de agua fervida, que dura uns 5 minutos no maximo. depois em um banheiro comunitario dentro do abrigo; para finalmente conseguirmos um chuveiro realmente quente em um banheiro dentro do nosso quarto. Não tem preco.

A bebida alcoolica e comidas mais pesadas foram liberada para a gente abaixo dos 4 mil metros. Tomamos um vinho branco local produzido do trigo, que mais parecia uma agua com alcool, em Phortse, recebidos por uma mulher com ingles quase perfeito, cujo marido ja escalou o everest 8 vezes, com todos os certificados estampados nas paredes da sala de janatar. Mas no dia seguinte, a combinacao de 3 latinhas de cerveja com um pedaco de pizza que continha algo que identificamos como atum, causou um efeito explosivo tanto em mim quanto no Felipe, um brasileiro com feicoes e folego nepaleses, que não tinha sentido nenhum efeito adverso ate entao e sempre liderava o grupo nas caminhadas, algumas centenas de metros a nossa frente. Mais uma noite em claro com diarreia e vomitos. Sem nada que parasse no estomago, passamos os ultimos 2 dias nos arrastando pela trilha, como lesmas, sem tirar fotos nem levantar a cabeca para apreciar a paisagem, rezando para chegarmos logo. Definitivamente eu preciso de um aparelho digestivo inteiramente novo, pois o meu parou de funcionar ha mais de 10 dias, e o pior: sem nenhuma perspectiva de melhora, dado meu roteiro futuro (India, Laos, Camboja, Vietna, Tailandia e Idonesia). Isso porque ate para escovar os dentes usamos agua mineral...

Certa vez me falaram que uma viagem dessas faz voce perceber que precisa muito menos do que voce acha que precisa. Bem, por enquanto, ao contrario, eu soh tenho percebido que preciso de coisas que nem reparava/sabia que precisava. E eh por isso que, a partir de agora, pretendo ficar somente em hotel 3* pra cima. Ahaha. E ainda tenho a esperanca de encontrar meus pais em algum lugar pra poder desfrutar das mordomias de um 5*!!!

Depois de 15 dias acordando entre 6 e 7 da manha com temperatuas ao redor de 0 (-3 a +3 mais precisamente) dentro do quarto, criando forcas e coragem para levantar da cama, se vestir e se preparar para mais 4-6 hs diarias de sobe-e-desce montanha, a unica coisa que eu penso agora eh ficar estirado em alguma praia paradisiaca. Pena que ainda vai levar um mes para concretizar esse desejo, na Tailandia, mas será em grande estilo: na praia do filme A Praia!

Bem, perguntamos se havia algum McDonalds na cidade pois nao aguentamos mais comer as mesmas comidas da montanha, e as pessoas fizeram cara de nao saber o que estavamos falando... Descobrimos que nao ha McDonalds em Kathmandu, provavelmente a primeira capital do mundo sem uma filial sequer!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Extremos

Eh, galera, queimei a lingua ao ter especulado que a Dani Monteiro tava fazendo ceninha pra chamar audiencia pro programa dela do Multishow, Extremos, quando reclamava e chorava diante das cameras ao fazer o mesmo percurso que eu...

Mas agora, o que eh mais extremo: isso aqui ou trabalhar na frente do computador 16hs por dia, sabado, domingo, feriado e carnaval, fazer roadshow de IPO, comendo e dormindo mal, cada dia em um lugar tb??

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

We are back alive

Mission acomplished. Depois de 9 dias de caminhada, sendo os ultimos 4 de puro terror e panico, chegamos a Gorap Shek, a 5200m de altitude. Acabei de voltar do Kala Pathar, um pico de onde vemos o Everest e seu acampamento base. Ta bom, eu nao consegui chegar la em cima, fiquei na metade do caminho devido as minhas condicoes fisicas, mas ja deu pra ver o topo do mundo bem de frente. Durante todos os ultimos dias, tive a certeza de que nao conseguiria chegar aqui. A brincadeira ja tinha acabado pra mim, a cada dia um problema novo aparecia. Depois das complicacoes intestinais, tonturas e fraqueza, a tesourinha do canivete resolveu cair e entrar inteira no meu tornozelo (teria que dar ponto, mas a sorte eh que um dos brasileiros, o Wilson, eh medico e me ajudou a fazer um curativo que se mostrou bastante eficiente), apareceu uma sinusite acompanhada da dor de cabeca mais forte em toda a minha vida (e com uma mega paranoia de estar com o Mal da Montanha) e as noites comecaram a passar em branco (impossivel dormir direito a essa altitude). Realmente cheguei a repensar a minha afirmacao de que apesar de tudo, ainda valia a pena essa aventura. Afinal, os momentos de sofrimento eram muito mais frequentes do que os de prazer (para se ter uma ideia, nos ultimos 2 abrigos, 75% das pessoas estavam passando mal de alguma forma e tiveram 2 resgates de helicoptero). Tem horas que tudo o que voce mais quer eh o colo da sua mae! Mas aos trancos e barrancos, estou aqui, convencido de que existe muito louco no mundo, principalmente aqueles que resolvem continuar e escalar a montanha (eles fazem esse mesmo caminho que eu fiz em 4 dias ao invez de 9, e depois ficam quase 2 meses acampados). Mas cada um tem os seus motivos, sejam la quais forem, para tanta obstinacao, apesar de tanto sofrimento e falta de higiene. Pelo menos, depois disso tudo, de cara para o Everest, imponente em minha frente, eu reencontrei os meus motivos. E, agora sim, posso afirmar: valeu a pena. Bem, ainda faltam 6 dias para voltar a Kathmandu de novo, espero nao mudar de ideia de novo. Hehehe

domingo, 18 de outubro de 2009

Embalos de sabado a noite

Sabado, 17 de outubro. Sao 8 da noite e como todas as demais noites ja estamos deitados. Nao ha luzes nas ruas, todos dormem e acordam muito cedo diariamente. Mas essa noite esta sendo especial. Estou dentro do meu saco de dormir, vestindo um underwear, uma camiseta de manda comprida e um casaco, e por cima disso tudo ainda coloquei um edredon. Nao quero nem saber quantos graus farah durante a madrugada. Deitado aqui vejo um mar de estrelas la fora, acho que nunca vi tantas, nem tao brilhantes, nem mesmo em Araras. Agora que algumas criancas cantando musicas nepalesas ja passaram de casa em casa em uma tipica celebracao de um feriado local, nao escuto mais absolutamente nada, somente o som das teclas do meu blackberry. Estamos em Pengboche, uma antiga vila sherpa a 2980 metros de altura, menor e sem o mesmo movimento de turistas que as demais por onde passamos, hospedados em um abrigo de apenas 3 quartos, recebidos por uma familia que nao tira o sorriso do rosto. O chefe da familia, brincalhao, tem 70 anos, alguns dentes a menos, espirito de 21, como ele mesmo disse, nasceu aqui e morrera aqui, como seus pais e avos. Plantam batatas. Batatas para comer, servir aos hospedes e para trocar por todos os demais itens necessarios para sua sobrevivencia, a 8 horas daqui, no mercado de Namche. Transportam tudo isso no lombo de alguns de seus 14 iaques, animais tipico da regiao, e principal meio de transporte para cargas muito pesadas. Porque demais sao usados para tirar leite e produzir queijo. Nas paredes da sala de jantar, fotos e recados de dezenas de aventureiros que ja passaram por aqui, muitos deles almejando o topo do Everest. Alem de muita decoracao budista, que por sinal vemos em todo o lugar ao longo do caminho. Bandeirinhas coloridas e os olhos de Buda estao por toda a parte. Bem em frente ao abrigo, existe um monasterio de 600 anos, um dos mais antigos da regiao. O casal anfitriao tem 4 filhos e 12 netos, quase todos morando em Kathmandu atualmente, exceto uma, que foi para o Colorado. A maioria das familias aqui tem alguma filha que se casou com um gringo, encantado com sua beleza exotica (??), pureza e disposicao para o trabalho pesado, que a levou para a Europa. Para um povo que ate 20 anos atras nao tinha nenhum contato com a civilizacao ocidental, eles estao bastante avancados. Todas as criancas aprendem ingles no primario e agora usam tenis Adidas e vestem casacos North Face. Aos pouquinhos, a globalizacao vai conquistando os lugares mais remotos do planeta. Mas como eles mesmo admites, a vida de hoje eh bem melhor do que no passado. Para nos, uma oportunidade unica de ver uma cultura tao diferente, que cada vez mais se torna "nem tao diferente assim". Esses sao meus embalos de sabado a noite. Faltam 5 dias para o acampamento base....

PS: texto escrito pelo blackberry, que nao funciona mais aqui e transcrito pro blog na internet mais lenta e cara do planeta, a 4400 metros.

6o dia

Alguns highlights dos primeiros 6 dias:

Nivel de dificuldade: a trilha em si eh bem tranquila, se comparar a travessia Petro-Tere, mas o que pega aqui eh a altitude. No meu caso, a dificuldade foi potencializada pela fraqueza provocada por 2 dias de diarreia e pouquissima comida, alguns momentos de tontura e dor de cabeca. Depois desse susto, passei a caminhar em passos de tartaruga, estilo idoso, sendo que aqui usamos 2 trekking poles, em vez de uma bengala.

Comida: os lodges tem um cardapio bem variado, oferecendo desde comidas sherpas a pizzas, massas e batatas (uma das poucas coisas produzidas na regiao). Carne e frango nao sao recomendaveis pois eles nao tem geladeira. Apos os efeitos catastroficos da minha aventura na culinaria sherpa, tenho comido apenas macarrao no almoco e jantar. E nunca tomei tanto cha preto em minha vida. (apenas um parenteses: a Coca-cola eh sinistra mesmo, ate nos lugares mais remotos do mundo, voce encontra uma garrafinha em qualquer birosca).

Mala: temos direito a 1 mala (uns 85 litros) para os 15 dias. Como raramente dormimos 2 noites no mesmo local, organizacao e planejamento de roupa sao essenciais. Como organizacao nao eh o meu forte, estou tendo certa dificuldade, mas ate que estou me saindo bem. Detalhe: o guia e os carregadores trazem apenas uma mochilinha para os 15 dias. Como voces podem imaginar, ja estao fedendo desde os primeiros dias.

Banheiros: ate o nosso 4o dia, tivemos banheiro privativo com chuveiro quente e vaso sanitario. Depois disso, somente banheiros comunitarios sem banho quente e com aquele buraco no chao para as necessidades! Tentando enxergar o lado bom de todas as coisas, agradeco por ter passado mal nos primeiros dias, quando ainda havia condicoes adequadas! Espero nao passar mais por isso daqui pra frente.

Frio: comecamos a pegar temperaturas negativas a partir da 4a noite, quando usamos pela primeira vez nossos sacos de dormir. De agora em diante, todo cuidade eh pouco para nao pegar gripe. Se alguem tiver dor de garganta, o guia nao deixa subir ate o acampamento base.

Blackberries Anonimos: para um viciado assumido como eu, que ficava quase 24hs online no email, BBM, MSN, etc, o Nepal esta sendo uma clinica de reabilitaca, totalmente desconectado do mundo por dias.

Partes boas: bem, depois de tanto perrengue, ainda pode existir alguma parte boa? Existe sim, e vale cada sofrimento que estamos passando, pelo menos ate agora. Obviamente, tem pessoas que tiram isso tudo de letra, principalmente os europeus que ja nao sao muito chegados ao banho e aquelas pessoas acostumadas a acampar sempre. Eu ja acampei bastante, mas apenas na epoca da faculdade, e costumo tomar banho 2x por dia, portanto, esta sendo naturalmente mais dificil pra mim. Mas mesmo assim, o visual e o convivio com uma civilizacao que te remete a seculos passados, tudo isso nao tem preco. Palavras nao conseguirao convencer ninguem, portanto pararei por aqui e deixarei a parte boa para ser apreciadas atraves das fotos que colocarei quando voltar a Kathmandu.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um pequeno susto

Arranjei uma internet super lenta nas montanhas do Nepal. Infelizmente nao serah possivel colocar umas fotinhos, mas esse pais eh lindo demais (alem de um pouco excentrico, eh verdade... eh o unico pais do mundo que tem uma bandeira nao retangular, e o unico pais que tem um fuso horario quebrado de mais 45 minutos, 8h45m a mais que o Brasil).

Aqui eh a disney do trekking. Pessoas do mundo inteiro vem pra ca explorar as paisagens e vistas do Himalaya, que soh podem ser alcancadas a pe ou de helicoptero em alguns poucos pontos. O terreno eh tao acidentado que nao ha estradas nem ferrovia, apenas um caminho onde trefegam dezenas de turistas e sherpas carregando ate 100kgs nas costas... Os sherpas vieram pra essa regiao ha uns 400 anos e viviam de agricultura e escambo com o Tibet, ate uns 20 anos atras, quando o turismo comecou a despontar como atividade principal.

Enfim, estamos no terceiro dia do trekking, e depois de um belo susto na noite passada, estou quase pronto pra mais 6hs de subida amanha. Ontem foi um dos dias mais pesados, pois era o segundo dia e ja cominhamos 6hs, subindo 800 metros ate 3400 metros de altitude. Como estava no shape, Estacao do Corpo todo dia, malhando perna, intensivo aerobico..., tentei acompanhar um dos guias, relativamente rapido. Chegando no vilarejo, estava me sentindo tao bem que mandei um prato tipicamente nepales pra dentro. Ele era aparentemente inofensivo: arroz, lentilha e legumes. Mas a combinacao de subida muito rapida, comida estranha e meu pessimo habito de mastigar pouco levou meu estomago a se recusar a digeri-la (a digestao fica muito prejudicada na altitude, dado a escassez de oxigenio). Resultado, pra eu deixar de ser besta: passei uma noite no banheiro. Nao conseguia acreditar, no meu segundo dia ja estava estragado. Ja imaginava que fosse sentir os efeitos adversos da altitude, mas nao no segundo dia neh! Maldita comida nepalesa! Gracas a Deus o dia hoje era dedicado a aclimatizacao, de forma que fizemos apenas 3 horas de caminhadas leves, subindo e descendo aqui perto, e tivemos a nossa primeira visao do Everest. Mandei um coquetel pra dentro, comi apenas algumas torradas e macarrao puro (delicia!) com coca-cola e aparentemente estou pronto pra proxima. Dessa vez, vou subir mais devagar e comer apenas o basico.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Everest, here we go!

O voo para o Nepal ja denuncia: 90% das pessoas que visitam o pais tem um motivo comum: trekking. Independente da idade, todos estavam devidamente equipados com mochila, botas, e casacos North Face. Cheguei no hotel (HOLY HIMALAYA!!!), encontrei meus companheiros de trekking, arrumei um saco de dormir, trekking poles, um casaco de pena de ganso e estou pronto pra batalha. Fomos jantar em um tailandes aqui no centrinho turistico, uma região cheia de gringos e lojas de roupas e equipamentos de aventuras. O trânsito é igualmente caotico ao da India, mas em menor escala (sempre com muita buzina!) e com o clima muito mais agravel.

Bem, amanha acordo as 5 da manha e pegamos um voo ate Lukla, de onde comecamos a caminhada. A comunicacao ficara bem dificil a partir de agora... alias, blackberry nao pega aqui :((, e dependerei dos poucos cybercafes que encontraremos no caminho. Por sinal, acho que o link de internet de Kathmandu inteira eh do tamanho do que eu tinha no meu quarto do hotel de Tokyo, velocidade sofrivel aqui, mas mesmo assim tentarei postar algumas fotos.


domingo, 11 de outubro de 2009

India: A primeira impressão é a que fica... Caos!

Um pequeno comentário sobre a caótica Nova Delhi. O trânsito é exatamente como vemos naqueles videozinhos do youtube: cruzamentos malucos onde somente por alguma ajuda divina ninguém bate, faixas que servem apenas de decoração no asfalto (quando efetivamente existem), contra mão e mãos na buzina, muita buzina! Um dia o trânsito do Rio ainda chega lá... Falta muito mas estamos no caminho certo!

No mais, a cidade é suja, pobre e feia, taxista raramente fala inglês e dá receio constante de ser passado para trás. Pelo menos o hotel é bom, tem wireless e acabei de jantar num dos melhores restaurantes da cidade (segundo o Trip Advisor) por menos de US$30!

Enviado do meu BlackBerry® da TIM

Japa!




                        

(Não visualizem as fotos em tamanho grande, ainda não consegui acertar o foco da camera! hehehe)

sábado, 10 de outubro de 2009

I can't get no sleep!

São 3 da manhã e não consigo dormir de jeito nenhum... maldito fuso. Depois de uma noite mal dormida de quinta para sexta em NY, viemos acompanhando o sol de meio dia durante as 14 horas de voo (sim, saí meio dia de NY e cheguei as 14hs em Tokyo, pegando sol na cabeça o tempo todo), consegui dormir um pouco quando cheguei, mas desde meia noite estou completamente acelerado! ahahaha

Por sinal, nunca vi nada igual a internet aqui, baixo uma musica em apenas 10 segundos, um programa de 250MB em menos de 10 minutos! A velocidade chegou a inacreditaveis 650KB/s!!

Tokyo

Depois de 4 dias em NY e muitas horas de voo, cheguei do outro lado do mundo. Apos algumas informacoes desencontradas, uma agente da imigracao que falava um ingles macarronico e 40 minutos perdidos, consegui meu shore pass, que me permite permanecer no Japao por 3 dias. Mas como pego um voo amanha de manha (noite de sabado no Brasil) para a India e a cidade de Tokyo fica a 1 hora e meia do aeroporto, decidi me entocar no hotel do aeroporto mesmo para me dedicar a leitura, internet e descanso.

Estou acabando de ler No Ar Rarefeito, excelente livro do Jon Krakauer, um jornalista que conta a historia de sua escalada ao Everest em 1996, quando 12 alpinistas de 4 expedicoes diferentes morreram. Algumas pessoas chegam a me alertar: "Nao vai se empolgar e tentar...." quando eu prontamente as interrompo falando que nao existe a menor chance, principalmente devido a 2 motivos bem basicos (pra nao contar a minha total inexperiencia em alpinismo!!): para participar de uma expedicao dessas voce deve pagar cerca de US$70 mil e a maior parte das tentativas de escalada sao feitas entre abril e maio, e duram no minimo 2 meses. Portanto, quando eu chegar no acampamento-base do Everest, se eu realmente chegar, a 5300 metro, ele estara completamente deserto de alpinistas (na temporada de escalada, chega a ter 200 barracas). Digo "se eu realmente chegar" pois, apesar de ser um trajeto relativamente facil, nunca testei meu corpo perto dessa altitude e nao sei como ele reagira (o maximo que ja cheguei foi menos de 3000 metros esquiando). O oxigenio no ar a 5300 metros eh metade do encontrado ao nivel do mar, e soh para se ter uma ideia, a 8848 metros, no cume do Everest, o ar contem apenas um terco do oxigenio normal, o que torna a escalada sem tubos de oxigenio quase impossivel para os mortais.

Portanto, fiquem tranquilos, pois o meu programa eh bem mais light, farei um trekking de "mauricinho metido a aventureiro", como li certa vez em algum artigo. Me juntarei a um grupo de tamanho incerto ainda, mas que contara com outros 2 brasileiros, guia, carregadores sherpa, dormiremos em abrigo todo dia, com cama e comida, e a programacao preve 2 ou 3 dias de aclimatizacao em diferentes lugares para irmos condicionando nosso corpo a altitude. Mas mesmo assim, a adrenalina ja esta correndo no meu sangue. Que venha a montanha!

Mais fotos de NY