sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O BG eh aqui!

Quem sabe, o Clipper. Ou talvez o Reboucas. Bem aqui, em frente ao nosso hotel, de cara pro rio Nilo. Buzinaco, bandeiras nacionais, gritaria, batucada, rua sendo fechada constantemente por milhares de egipcios euforicos com a vitoria de 4 a 0 na Argelia, pela semifinal do Campeonato Africano. A Argelia havia eliminado o Egito da Copa do Mundo esse ano e toda vez que eles jogam eh tipo Brasil e Argentina. Ta explicada tamanha euforia.

Mas tinha que ser logo hoje? A noite passada passamos sentados no trem de Cairo ate Aswan, no sul do pais e essa noite eu estava planejando dormir de 8 da noite ate as 3h30 da manha, quando deveriamos acordar para visitar uns templos no deserto e voltar antes do sol do meio dia tostar todo mundo. Estamos a caminho de tais templos nesse momento, no meio do nada, ceu totalmente estrelado e lua quase cheia, em um comboio de incontaveis onibus e vans, escoltados pela policia. Pelo visto, a situacao aqui não eh das mais seguras. Como tantos outros paises que visitei nessa trip, o Egito, apesar de seu passado de gloria, hoje esta fadado ao subdesenvolvimento e pobreza. Cairo lembra um pouco a India, suja, feia, superpovoada (20 milhoes de habitantes, a mesma populacao da Australia inteira) e caotica, ainda que bem mais civilizada. Mas o povo eh amigavel, brincalhao e festivo. E eh soh falar que eh brasileiro, que la vem a escalacao inteira da selecao!

Pois eh, o pouco sono que teria hoje foi interrompido pela celebracao legitima desse povo, okay, compreensivel. Mas o dia será longo e amanha estaremos embarcando para um cruzeiro de 3 dias pelo rio Nilo.

Ah, e por que raios estou escrevendo tudo na primeira pessoa do plural? Sim, porque acabei me enfiando num grupo de australianos e neozelandeses numa excursao pelo Oriente Medio que se encaixava perfeitamente em meu cronograma. Passaremos no total 10 dias no Egito, 5 dias na Jordania e 4 em Israel, antes de descer pra Africa do Sul.


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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Egito














segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Peregrinando...


Como tudo em Dubai, o aeroporto é megalomaníaco e tem "apenas" 260 portões de embarque. O terminal 3, exclusivo da Emirates, é a maior construção do mundo em floor space. E é aqui que estou passando a segunda noite da minha maratona Australia - Egito, que durará mais de 48 horas no total, somando 4 voos e 5 paises diferentes. Infelizmente não conseguirei ver a cidade dessa vez, com todas as suas extravagancias, pois amanhã cedo estarei partindo para o Cairo. Espero conseguir fazê-lo na volta.

E da-lhe filmes, iPod, bbm e qualquer outra coisa pra passar o tempo nessas horas. E para aproveitar, seguem algumas das poucas fotos da diving trip que sairam boas. Aluguei uma camera subaquatica nos meus ultimos tres mergulhos, demorei para me acostumar com ela, tirei umas 100 fotos e tudo o que presta (se é que presta neh) é isso ai do lado.

"Have no fear
For when I'm alone
I'll be better off than I was before

I've got this light
I'll be around to grow
Who I was before
I cannot recall"
Long Nights - Eddie Vedder
Into the Wild Soundtrack
(sim, vi o filme mais uma vez no avião)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Inédito

Sua mão direita apontava a lanterna para seu rosto. Ela sempre fazia isso quando queria sinalizar algo para a gente debaixo d'água. A esquerda, com todos os dedos esticados, colocada acima da parte frontal da sua cabeça, era a indicação que estávamos esperando. Quando a instrutora direcionou a lanterna para frente, conseguimos ver o tubarão passando bem diante de nossos olhos. Dois metros e meio, talvez três, olhos verdes brilhando na escuridão do mar noturno. O coração acelerou, não de medo, mas de euforia. Aqueles poucos segundos já perto do fim do mergulho noturno, coroavam uma das melhores experiências que já tive. A noite, o mergulho se torna ainda mais sereno, ainda mais mágico, ainda mais reconfortante, como se entrássemos em uma nova dimensão. Para quem já viu Avatar, eh como descobrir um planeta novo, colorido e fluorescente, eh como voar, flutuar entre os corais como se fossem montanhas, eh vivenciar um mundo fantástico, nem tão espetacular como no filme, mas certamente muito mais real. E como tudo na vida, a primeira vez eh sempre especial. Hoje, no dia seguinte, acabamos vendo mais de 8 tubarões no total, tanto de dia quanto de noite, alguns ate nos rodeando. Mas nada, nada que se compare a emoção da descoberta, do inédito, aquele primeiro olhar, aquilo que rompe com todo o passado e te torna uma pessoa mais rica, para sempre.
Enviado do meu BlackBerry® da TIM

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mergulho, saudades, albergues e mais...

Grande Barreira de Corais, 2 horas de barco da costa norte australiana. Estou no meio da minha diving trip, serao 3 dias e 11 mergulhos, que me qualificarão como advanced diver, num barco com outras 30 pessoas. Acabo de voltar do 3o mergulho do dia, e depois do jantar, farei meu primeiro mergulho noturno da vida, quando ha maiores chances de se ver alguns tubaroes, a principio inofensivos (pelo menos de acordo com os instrutores).

Surpreendentemente o BB pega 100% aqui, no meio do nada. E foi nesse ultimo fim de semana, mais especificamente na tarde de sabado (madrugada de sabado para domingo aqui) que esse aparelhinho cumpriu a principal tarefa de todos esses meses fora de casa. Me colocou um pouco mais perto da maioria das pessoas que eu amo, todas elas reunidas em um soh lugar, celebrando a vida, como o Cadinho sempre quis. Pude acompanhar o evento real time, apesar da diferenca de 12 horas, recebendo relatos, fotos e audio desse momento tao especial. Soh o BB para conseguir diminuir um pouco a solidao que, confesso, senti pela primeira vez desde que sai do Brasil, toda a vontade de estar junto com todos voces. Mas de certa forma eu estava realmente la, assim como o grande homenageado, não soh estampado nas 500 camisetas, mas presente em espirito. Foi demais!

E bem, depois de ficar quase 1 semana em Sydney hospedado na casa da Gisele, amiga minha de SP que ja mora aqui ha 4 anos e que tirou uns dias off pra me mostrar a cidade, eu iria passar o finde em Brisbane na casa de um outro brasileiro que conheci na Tailandia. Tudo certo, combinado e tal, e eis que o maluco some do mapa. Nem sinal dele, ate hoje. Mas reservei um albergue e parti pra la assim mesmo. Bom que acabei dando uma rodada por ai esses ultimos dias. Uma noite em Brisbane, duas em Surfers Paradise na Gold Coast (continuo tentando entender o pq do nome, dado que paraiso do surfe aquele lugar não tem nada) e uma em Cairns. E uma coisa que continua me intrigando eh a confianca, não soh dos locais, mas de todos. Cheguei no albergue tentando pensar onde deixaria meu laptop, camera, etc, quando entro no dorm e vejo um laptop daqueles tela gigante em cima de uma cama vazia e outro pequenininho em cima da cama ao lado. Assim, simplesmente largados, abertos, num quarto dividido por 6 totais desconhecidos. Normal... Mas não pra nos neh?!? Eu, como um bom brasileiro, carioca, gato escaldado, paranoico, continuo desconfiando de todos, escondendo meus objetos de valor e trancando o passaporte no locker.

Que venha o night dive!

Enviado do meu BlackBerry® da TIM

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Amor a primeira vista...

Não eh dificil entender porque as pessoas se apaixonam por Sydney e quase um terco de sua populacao eh de estrangeiros. Na verdade, eu sou suspeito pois queria vir para ca desde que fiz intercambio em 1998. E logo nas primeiras horas, andando pela cidade, ja deu pra sentir que não iria me decepcionar.

Não sei dizer se isso aqui eh o Rio de Janeiro que deu certo, como todos falam, porque o Rio tem coisas inigualaveis, principalmente nessa epoca do ano (Ah, o veraaao!!)... Mas que deu certo, isso deu. Muito sol, praia, pessoas bonitas, parques, ruas amplas, limpas, sem transito, transporte publico que funciona, muita casa, pouco predio, seguranca, e pouca pobreza. Enfim, muita qualidade de vida. Não eh a toa que a Australia esta em segundo lugar no ranking de IDH da ONU. E não eh a toa que o pais continua atraindo milhoes de imigrantes. Tambem neh, um pais de dimensoes quase iguais as do Brasil, com apenas 22 milhoes de habitantes, deve precisar de imigrante mesmo.

E a presenca brasileira aqui, como não poderia deixar de ser, eh gigante. Melhor pra mim, que pude matar a saudade de um acai de frente pra praia. Nada que se compare a um BB Lanches, mas ja foi de bom tamanho. O problema eh o preco... uma tigela de acai com granola sai pela bagatela de US$9! Ai, que saudade do sudeste asiatico e tudo o que podiamos comprar com US$3... Aqui nao se compra nem um cafezinho com essa quantia! Mas tudo bem, a proxima da lista eh uma feijoada!

Agora, um detalhe que realmenrte salta aos nossos olhos sempre que viajamos pra esses paises mais desenvolvidos eh a presunção de honestidade dos cidadaos. Algo inimaginavel para a malandragem brasileira dar conta. No onibus, no estacionamento e ate no supermercado, sua consciencia esta passando constantemente por diversas provas de fogo. Não tem ninguem te cobrando, eh voce com voce mesmo. Claro que a severidade da pena e a certeza da punicao ajudam essa equacao, eh tudo questao de risco x retorno. Mas isso acaba moldando o carater de um povo. O dificil eh saber se, no Brasil, o povo eh malandro-agulha pois os exemplos que temos de cima, da classe politica, sao os piores do mundo, mes apos mes, ano apos ano, e nada nunca acontece, ou se eh o contrario... se os politicos que temos sao dessa forma pois sao o retrato do povo, dado que somos nos que os elegemos. Bem, isso ta parecendo mais o dilema do Tostines! Deixa pra la, esse post ja ficou muito grande...














sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

NZ

Ao contrario dos demais paises que passei, a NZ não eh nem um pouco exotica, e muito do que eu poderia contar sobre o pais não seria novidade pra maioria das pessoas. Alias, aquela minha teoria que encontramos pelo menos um brasileiro em qualquer lugar do mundo, continua infalivel, com rarissimas excessoes. Mas nada que se compare a Queenstown, a capital mundial dos esportes radicais, que hoje possue um quarto de sua populacao composta de brasileiros. Chega a ser tao exagerado, que as vezes dizer que voce eh brasileiro se torna algo negativo, ao contrario dos outros paises onde todos abrem um grande sorriso no rosto na mesma situacao.

A Nova Zelandia eh um pais novo. Foi um dos ultimos paises a serem formados geologicamente e habitados. A bandeira eh 95% igual a da Australia (tem apenas 2 estrelas a menos, e vermelhas ao invez de brancas), os simbolos nacionais sao uma folha que parece de samambaia e um passaro (o kiwi) que nao canta, nao voa, eh meio ave meio mamifero, e metade da populacos do pais nunca viu na vida! Fora isso, o pais eh lindo, muito mais do que eu imaginava...

Desde que o Perseke, Pedro Medeiros e Jonas chegaram aqui, percorremos quase o pais todo de carro, norte a sul, leste a oeste. Uma verdadeira roadtrip, com direito a uma variedade quase infinita de paisagens (desde montanhas nevadas ate praias ensolaradas, passando por vulcoes, geysers, fiordes, canyons, geleiras, etc) e climas. Quando li no guia que na NZ voce experimenta as 4 estacoes do ano em um unico dia, não imaginava que fosse tao real. Nunca vi um clima tao maluco na minha vida. Eh comum chover e depois de uma hora o ceu estar completamente limpo, sem nehuma nuvem, fechando de novo em seguida... Calor, frio, vento, tem de tudo e ao mesmo tempo por aqui. Tanto que acabou prejudicando varios passeios que tinhamos programado. Não conseguimos sobrevoar Milford Sound nem passear pelos glaciers, duas das principais atracoes kiwis, devido a condicoes climaticas desfavoraveis.

Mas isso não nos impediu de pularmos de cabeca nos esportes radicais, literalmente. Bungy jump, swing, caving, rafting, sledging, jet boat a 80km/h nos canyons, carrinho de rolima, etc etc. Mas obviamente eu não iria sair ileso dessa maratona. A foto abaixo (sim, estou de regata, e dai?!?) eh resultado de um xxxtreme mountain biking. Como tudo nos paises de colonizacao inglesa, ate o freio da bicicleta aqui eh trocado direita com esquerda. E eh impossivel lembrar disso quando voce PRECISA frear numa descida. Se o freio for a disco, como era o caso, e a bike for levinha, a roda da frente vai travar e voce vai capotar, proporcionando uma bela vaca. Bem, mas isso aconteceu ha mais de uma semana (nao sei se voces perceberam mas estava cheio de curativos nos bracos no video dos bungys) e mais uma vez, apesar dos percalcos, continuo inteiro e pronto pra proxima. Mas mae, fique tranquila, não havera mais proxima! Respondendo sua pergunta do ultimo post, sim, meus miolos continuam aqui, no mesmo lugar! Beijos, Rafael.

PS: Heading to Sydney right now...























terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sweet as, bro!

Senhoras e senhores, gostaria de pedir 3 minutos, apenas 3 minutos de vossa atencao.



5 saltos, 1 swing:

- Ponte em Auckland, 40m, com direito a mergulho na agua
- Nevis Bungy, 134m, maior da NZ e 3 maior no mundo
- Nevis Bungy de novo, estilo bullet
- Ledge, 43m sobre Queenstown, estilo backflip
- Ledge de novo, double flip forward
- Nevis Arc, the world's highest swing

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Um aperitivo...

Depois coloco as fotos dos 5 bungy jumps e todo o resto que fizemos em Queenstown. Por enquanto, ai vai um aperitivo....